DRENAGEM – SAIBA MAIS

Dr. Emil Vodder não poderia imaginar em 1932 quando pela primeira vez tocou em gânglios linfáticos, e que a partir desta data até os dias de hoje, a drenagem linfática seria alvo de tantas especulações, e tantas interpretações. Mas voltando ao passado em 1932, Dr. Vodder se deu conta pela primeira vez que existia um outro sistema paralelo ao circulatório e que ao massagear os linfonodos (gânglios linfáticos) eles diminuíam e as pessoas melhoravam dos resfriados crônicos que eram acometidos. Até então, manipular os linfonodos poderia causar problemas, mas Dr. Vodder foi audacioso e rompeu o tabu tratando intuitivamente desses linfonodos inchados (enfarta-dos). Isto contribuiu para que ele desenvolvesse a Drenagem Linfática Manual, que se fez conhecer em 1935, entretanto o primeiro trabalho escrito se deu em 1936.

A partir de então, durante 40 anos Dr. Vodder trabalhou se dedicando a técnica dando palestras, cursos e demonstração, junto á sua esposa. Graças a este trabalho pioneiro, e o interesse crescente de médicos, esteticistas e massagistas pelo seu método, em 1967 foi fundada a Sociedade de Massagem Linfática Manual cujo objetivo era fundamentar cientificamente as ações da Drenagem, formando grupos de profissionais que estivessem altamente capacitados para aplicá-la. Em 1976 Dr. Vodder ministrou em Barcelona, na Espanha o curso de Drenagem para médicos, fisioterapeutas e esteticistas, desde então o Sistema Linfático deixou de ser tabu. Mas ainda muitos profissionais aplicam drenagem com conhecimento mínimo do Sistema Linfático.

Estou afirmando isso porque, quem conhece o Sistema Linfático não executa massagem vigorosa e em alguns casos, como relatam algumas clientes, deixam marcas roxas, acreditando que está fazendo drenagem. O sistema linfático é composto por finos capilares (vistos microscopicamente) formando uma vasta rede, e está localizado na parte mais superficial do corpo humano, no órgão pele. Estes capilares absorvem líquidos por pressão hidrostática intersticial que tende a movimentar o fluido de volta para os capilares, desta forma fica claro que o edema (inchaço) está na pele e, portanto levando em conta que os capilares linfáticos são finos e frágeis e responsáveis pela reabsorção dos líquidos, não devem ser manipulados com força e com pressão. Esta técnica é aplicada na Massagem Modeladora, mas nunca na Drenagem.

Os capilares linfáticos formam os vasos linfáticos aferentes, que seguem paralelamente as vias até alcançarem a porção cortical dos linfonodos, dos linfonodos saem pelos eferentes através do Hilo, com um número menor e mais calibroso, que se segue, de um modo geral, a um outro linfonodo. Os vasos linfáticos superficiais são muito numerosos, acompanham as veias e drenam, geralmente, para linfonodos superficiais. Enquanto que os vasos linfáticos profundos são muito escassos, acompanham os vasos sangüíneos profundos e drenam sua linfa, geralmente em linfonodos profundos. O linfonodo consiste em um aglomerado de tecido reticulo-endotelial revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo.

Esta cápsula, em face interna, projeta para o parênquima trabéculas fibrosas que caminham no seio do linfonodo, conduzindo vasos sangüíneos aferentes que penetram no seio subcapsular, flui pelos seios trabeculares e depois pelos seios medulares, e finalmente é filtrado nas malhas desses seios, onde eventuais partículas são retidas e a linfa é enriquecida em células linfóides antes de ser escoada pelos vasos linfáticos eferentes. No que tange a sua localização os linfonodos podem ser superficiais, e estão na tela subcutânea, ou profundo abaixo da fascia muscular e nas cavidades abdominal e torácica, e formam grupos ou cadeias.

As principais cadeias ganglionais: axilar, inguinal, cervical, e espalhados pela região poplítea, fossa cubital, submandibular, retro, pré-auriculares e parotídeos. Depois de passar pelos linfonodos a linfa segue para os troncos linfáticos que são:
troncos lombares 2,
tronco intestinal 1,
tronco broncomediastinais 2,
troncos subclávios 2,
troncos jugulares 2
e troncos descendentes intercostais 2.

E cada tronco drena a linfa respectivas de sua localização. E em seguida citaremos os ductos linfáticos que são dois: ducto linfático direito e ducto linfático. O ducto linfático direito é formado pelos troncos jugular direito, subclávio direito e broncomediastinal direito. Este ducto desemboca na junção jugulo-subclavio direita.

O ducto torácico origina-se pela união dos troncos descendentes intercostais, lombares e intestinal, que forma, geralmente uma dilatação entre T12 e L2, denominada cisterna do quilo, entre a artéria aorta e a veia ázigo. Este ducto após a sua origem segue cranialmente pelo hiato aórtico, à direita do plano sagital mediano, e em T5 curva-se para a esquerda do esôfago torácico, passando posteriormente a este órgão, e na base do pescoço alcança a junção jugulo-subclávio esquerda. Próximo a sua terminação recebe o tronco jugular esquerdo, subclávio esquerdo e broncomediastinal esquerdo. Este é o caminho da linfa até chegar ao entroncamento venoso, isto é, devolver a linfa totalmente filtrada e descontaminada ao sangue.

Sem contar que neste percurso, passando pelos linfonodos encontraremos células especializadas como célula T e B que destroem antígenos como vírus e bactérias, fazendo assim parte do nosso sistema imunológico juntamente com órgãos linfóides como o baço e o timo. Se este sistema colocado desta forma como eu descrevi, for do conhecimento de todos os profissionais que aplicam Drenagem, podemos ficar tranqüilos porque eles saberão fazer Drenagem com segurança e com bons resultados. E para você minha Amiga, que tem clientes que questionam sua técnica e diz que fez ali ou acolá, que doía e que ficava roxo, procure convencê-la com toda segurança que a drenagem verdadeira não dói, não fica roxo e, ao contrário, é muito relaxante e muito agradável de receber.

E também que não queima gordura, mas sim desintoxica o organismo, eliminando líquidos retidos com excelente resultado no tratamento da celulite, nos pós-operatórios e tratamentos para gestante. Aplique a técnica correta e vai ficar feliz com os resultados.

Mafalda Ruiz Dominguez Consultora de Estética Docente e Diretora da Málaga Núcleo de Atualização em Estética. Conteúdo e imagens de responsabilidade da autora

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EFEITOS FISIOLÓGICOS DA MASSAGEM

RENOVE SUA ENERGIA!


Aumento da circulação sanguínea e linfática, aumento do fluxo de nutrientes, remoção dos catabólicos e metabólicos, estimulação do processo de cicatrização, redução do edema e hematoma crônico, aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo, alívio da dor, melhora dos movimentos das articulações, facilitação da atividade muscular, estimulação das funções viscerais, remoção de secreções pulmonares e promoção do relaxamento local e geral.

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O QUE É MASSAGEM?

VIVA MELHOR!

SINTA-SE BEM!


A massagem é mencionada como uma forma de tratamento nos registros médicos mais antigos e seu uso persisti durante toda a história escrita. Textos médicos, filosóficos, poéticos e históricos mostram que alguma forma de fricção era utilizada desde a mais remota antiguidade nas culturas em todo mundo e que as técnicas de massagem faziam parte de sua cultura médica.

Quase todas as grandes culturas antigas do mundo descreveram com certo detalhamento, os usos e benefícios da massagem que freqüentemente era combinada com outros tipos de tratamento tradicional, sobretudo os tratamentos por banhos. As culturas egípcia, persa e japonesa, enfatizam muito o uso da massagem e destes tratamentos correlatos.

Os gregos antigos usavam amplamente a massagem para manter a saúde física e assegurar uma beleza duradoura.

Os romanos herdaram boa parte da tradição da massagem dos gregos e essa prática era amplamente utilizada especialmente em conjunto com banhos quentes. Galeno (131-121 D.C), o médico mais famoso do Império Romano, escreveu extensamente sobre o tópico da massagem, tendo descrito diversos modos pelos quais a massagem poderia ser administrada.

O uso da massagem teve continuidade no início da Idade Média, porém sua prática sofreu algum declínio na Europa e na Ásia e durante esse período foram abandonados muitos aspectos da cultura e práticas antigas até que durante o século XVI, alguns métodos mais antigos da prática médica voltaram a ser empregados. Avanços no estudo da anatomia e fisiologia possibilitaram que os cientistas da época compreendessem mais acerca dos efeitos e usos de algumas dessas tradições mais antigas.

Habitualmente, considera-se que a era da massagem moderna teve início no começo do século XIX, quando muitos autores estavam defendendo a massagem e criando seus próprios sistemas. Por volta de 1900, técnicas modernas de massagem médica estavam em uso na maior parte do mundo desenvolvido e certamente continuaram a ser utilizadas nas culturas mais antigas.

Atualmente as técnicas de massagem são utilizadas na promoção de uma sensação geral de relaxamento e bem-estar. As técnicas de massagem mais gerais podem ser chamadas de “massagem recreacional”, para promoção da saúde e repouso do espírito, mediante o relaxamento e o divertimento e “massagem terapêutica”, como o que se refere a ciência e a arte da cura.

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